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domingo, 22 de dezembro de 2013

Meu amigo secreto é...

Ontem a noite, ou melhor, a poucas horas participei de um amigo secreto. Confesso que gosto dessa brincadeira e que estava triste por não poder participar este ano, mas graças ao bom Deus (um certo exagero agora, rs) semana passada fizemos um sorteio.

A pessoa que eu tirei é uma pessoa muito especial para mim. Uma companheira e uma guerreia que não busca as coisas de forma egoísta para si mesma (sei que fui redundante, mas vou deixar assim para que a ênfase seja entendida), mas por toda a sua família. Um verdadeiro exemplo de Fé.

Após ler o texto abaixo, minha concepção quanto a esta brincadeira mudou. Me lembro das minhas decepções quando recebia meus presentes, mas essa última experiência me fez ver que realmente, melhor é dar do que receber um presente. E que isso vai além.

Veja o texto na íntegra:


 Dezembro é um mês festivo. A caminhada ao fim do ano deixa a atmosfera impregnada de comemoração. O pessoal da igreja, da família, da empresa, da escola faz confraternizações pra celebrar mais um ano que se passou, pra relembrar dos momentos especiais, pra festejar o Natal e dizer “seja bem-vindo!” ao Novo Ano.

Não imagino o mês de dezembro sem o tal do “amigo secreto”. É regra, tem que ter. Todo fim de ano, pelo menos de um “amigo secreto” você vai participar. Dezembro sem “amigo secreto” não é dezembro.

A origem dessa brincadeira é incerta. Alguns dizem que foi no século XVIII, na Escandinávia. Veio a ficar popular, entretanto, durante a crise de 1929, período de recessão que fez o dinheiro das famílias ficar bastante escasso. Com o “amigo secreto”, porém, todo mundo poderia ganhar presente e economizar ao mesmo tempo. Enquanto os anos passavam, o “amigo secreto” tornou-se tradição.

E todo mundo tem uma história de “amigo secreto” pra contar. Todos nós já nos demos mal na brincadeira, ganhando, muitas vezes, um presente aquém de nossas expectativas. Vamos lá, animados e, quando abrimos o presente, vemos que é um hipopótamo porta-recados. Damos um sorriso amarelo na hora, mas depois ficamos reclamando. “Gastei a maior grana, dei um presente bom e olha o que me deram!”. Ou então, enquanto estamos tentando descobrir que tirou nosso nome, ficamos torcendo pra que não tenha sido a Mariazinha, famosa por dar presentes “fracos”. Queremos que o Joaquim, que tem fama de comprar os melhores artigos, tenha nos tirado. Quando é a primeira opção que acontece, ficamos tristes, desapontados, irritados.

É que, como sempre, invertemos os valores. Esquecemos que o melhor é dar, não receber. O propósito da brincadeira é SER um amigo secreto, não TER um amigo secreto. Se penso dessa forma, de que o amigo secreto SOU eu, não vou me incomodar com o presente que ganhei, afinal, ser presenteado não era meu objetivo, mas sim presentear. Olha só o que Jesus ensinou:

“Quero convencê-los a relaxar, a não se preocuparem tanto em adquirir. Em vez disso, prefiram dar, correspondendo, assim, ao cuidado de Deus. Quem não conhece Deus e não sabe como ele trabalha é que se prende a essas coisas, mas vocês conhecem Deus e sabem como ele trabalha. Orientem sua vida de acordo com a realidade, a iniciativa e a provisão de Deus. Não se preocupem com as perdas, e descobrirão que todas as suas necessidades serão satisfeitas” (Mateus 6: 31-33, A Mensagem. Grifo do autor).

E Paulo, citando o Senhor: “vocês são mais felizes dando que recebendo” (Atos 20:35, A Mensagem).

Esperamos o que iremos receber, pois acreditamos que isso é o melhor. A verdade ensinada pelo Mestre é que somos mais felizes quando damos. Quando FORMOS o amigo secreto, não ficaremos tristes porque compramos um presente caro e ganhamos um baratinho. Nossa alegria será por termos feito alguém contente com nosso presente. Assim, seguiremos o exemplo de Jesus e de seu Pai. Deus deu seu Filho por nós. Jesus deu a sua própria vida para salvar o ser humano perdido, sem esperar retribuição de nossa parte. Além disso, Deus nos dá vida todos os dias, nos cercando de bênçãos que nós sequer temos como retribuir.

Então, transforme seus “amigos secretos” em oportunidades de dar livremente, sem esperar um presente bom em troca. E, quando for anunciar a pessoa para quem você comprou algo, substitua “meu amigo secreto é” por “eu sou o amigo secreto de”. Isso ajuda a lembrar que o principal é dar, não receber.

Postado por #Vivendo para o Reino às 23:47 - quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Há algo de errado...


Há algo de errado quando a igreja se resume a um monte de gente encerrada num prédio denominado “casa de Deus”. Há algo de errado nessa ideologia que considera “estar inserido na obra de Deus” como “fazer atividades da igreja”. Há algo de errado quando igreja é tijolo e não gente ou quando essa gente é uma cambada de Percy Jacksons e não simples seres humanos de verdade.

Há algo de errado quando você precisa de momentos sobrenaturais e manifestações possivelmente espirituais para ter prazer em Deus e se deleitar nEle. Há algo de errado quando você se sente “renovado” apenas por causa de cultos cheios de “fogo” e não simplesmente por causa da Palavra. Há algo de errado quando você fica extasiado com maravilhas “espirituais” e não se maravilha simplesmente com a ternura da Palavra e o confronto e conforto que ela traz. Há algo de errado quando, para você, voltar à rotina é difícil, como se Deus estivesse restrito a algum tipo de momento ou experiência. Há algo de errado quando Deus não está inserido na sua rotina e a Presença é uma coisa que você apenas sente e não algo em que você vive.

Há um monte de coisas erradas. Em mim, em você, em nós como cristãos, em nós como Igreja. Quem sou eu para apontar essas falhas? Sou um nada. Quem sou eu para dizer quem ou o que está certo ou errado? Só mais alguém cheio de erros. O que enxergo, porém, é que nos tornamos uma GERAÇÃO SENSAÇÃO.

A Geração Sensação vive por aquilo que sente e não pelo que sabe. Ninguém quer conhecer a Deus através da meditação e estudo da Palavra ou pela comunhão com Ele nas coisas simples do cotidiano. Queremos ter um relacionamento com Ele baseado em experiências extraordinárias. Não dizemos mais como Jó: “EU SEI que meu Redentor vive” (Jó 19:25) ou como Paulo: “Porque ESTOU CERTO de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 8:38-39). Esses caras não disseram “Eu SINTO que meu Redentor vive” ou “Porque eu tô sentindo que nada me separará do amor de Deus”. Não. Como eles, precisamos ter mais convicções a respeito de Deus, de quem nós somos, de quem Ele é. Precisamos ter uma compreensão cada vez mais profunda da Verdade.

A Geração Sensação também prefere 2 horas de “louvor e adoração extravagante” a 2 horas de estudo da Palavra: “Ai, isso é cansativo”. É por isso que não sabemos quem somos muito menos quem Deus é, afinal, dedicamos horas para cantarmos mantras do gospel que repetem 352 vezes a mesma estrofe, mas que são pobres em conteúdo, meditamos em versículos isolados ou deixamos apenas pra escutar a pregação do domingo. É por isso também que, para a Geração Sensação, “renovo de Deus” é sinônimo de “cultos fervorosos” ou uma emoção provocada por uma canção. O renovo que a Palavra dá é coadjuvante. O resultado? Cristãos que ficam procurando experiências, não Deus. A Geração Sensação só conhece a Palavra superficialmente e vai sendo levada por todo vento de doutrina (Efésios 4:14), por toda invencionice ou distorção de guitarra. A falta de conhecimento faz o povo perecer (Oseias 4:6). A falta de conhecimento do que a Bíblia diz faz surgirem distorções como as citadas no primeiro parágrafo deste post: “casa de Deus” como sendo tijolos, etc.

           Enfim, que Jesus nos tire dessa condição de Geração Sensação e nos guie a uma compreensão mais profunda dEle. Que nosso desejo de conhecer mais de Deus não seja um eufemismo para “quero ter sensações sobrenaturais”. É lógico que os sinais seguirão aqueles que creem. E também que os dons do Espírito servem para edificar a Igreja. O sobrenatural é parte da vida do cristão com Deus. Que não nos tranquemos, porém, numa busca frenética por essas experiências. Que a transformação de Deus em nós não esteja condicionada a isso. Que nossa ardência e paixão em buscar a Deus não esteja alicerçada nos arrepios de quando “sentimos Deus”. Que a Palavra, porém, nos desfaça. Que nela enxerguemos quem Deus é, quem nós éramos, quem somos e quem seremos. Que sejamos como Jesus, que tinha seus momentos de comunhão a sós com Deus, mas que não considerava Deus como algo restrito a esses instantes, antes, caminhava, cotidianamente, inserido na Presença.