sexta-feira, 10 de maio de 2013

Pleonasmo, redundância e repetição

De acordo com a gramática, pleonasmo significa: Repetição, no falar ou no escrever, de ideias ou palavras que tenham o mesmo sentido. Pleonasmo é diferente de ser redundante. É vício quando alguém por ignorância ou inconsciência se diz: Subir para cima ou descer para baixo, por exemplo; é também utilizado muitas vezes de forma propositada, para dar força à expressão: Vi com meus próprios olhos. Se viu algo, certamente foi com seus próprios olhos...

Mas, quem nunca fez isso que atire a primeira pedra?

Eu fiz, faço e certamente farei novamente, mas acabo por corrigir as pessoas ou faço algum comentário do tipo "chacota" e passo de ser humano passível de erros, para aquele que atira a primeira pedra!

Somos demasiadamente tendenciosos a querer que a nossa posição seja a melhor, que a nossa opinião seja aceita por todos, mas não é bem assim que a fila anda! A bíblia nos instrui que é melhor ouvir do que falar, Tiago 1.19 diz que precisamos aprender a ouvir e depois falar. Jesus sofreu e aceitou toda a espécie de sofrimento, para que soubéssemos que essa vida era possível e para que aprendêssemos a vivê-la, passo a passo. Ele nunca fez nada de errado, nunca disse qualquer coisa incorreta {que no entanto, nunca conseguiram argumentar nada que fosse plausível como acusação para prendê-lo}, Ele foi xingado com tudo o que é nome, mas não reagiu, sofreu em silêncio, contente em deixar Deus acertar as coisas (1 Pedro 2.21-25).

Qual de nós faria ou faz o mesmo que Cristo? Em nossa cultura pagamos tudo ou quase tudo com a mesma moeda, conforme o tempo da Lei: "Olho por olho, dente por dente!" (Êxodo 21.24), mesmo não estando mais no tempo da lei, somos ensinados pelos nossos pais que se alguém nos bate, devemos fazer o mesmo {os valores de Cristo passam bem longe...}. Hoje a nossa justificativa é que não temos 'sangue de barata' e que não queremos ser pegos para "cristo". Deus disse: "Eu sou santo; então, sejam santos!" (Levítico 11.45). Jesus disse em João 13.34-35: "Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros."

Precisamo ser bons exemplos. Fomos transformados do nada para alguma coisa, de rejeitados para aceitos. Por esse motivo, precisamos viver uma vida exemplar entre os descrentes, para que o nosso comportamento diante deles refute o seu preconceito.

Se não tomamos cuidado, nos esquecemos da graça, nos esquecemos que o que de graça recebemos, de graça também devemos dar. Hoje se somos, temos e podemos alguma coisa, é pela graça de Deus sobre nós. Que ao lembrar a mim mesmo de quem eu sou em Deus, que o meu coração se encha de graça e compaixão.

 

A minha ideia inicial para este post era de fazer uma alusão da palavra pleonasmo, com aquilo que tenho vivido nestes dias, onde tenho ruminado as palavras de meus últimos post's, que tem girado em torno de reflexões quanto a expressões, palavras e até mesmo orações. Não sei você, mas tenho uma grande necessidade de lembrar a mim mesmo, a minh'alma, de quem eu sou em Deus e de quem Ele é. A palavra diz que o mundo jaz no maligno (1 João 5.19) e que ele está ao nosso derredor, buscando brechas para poder nos tragar (1 Pedro 5.8). Nós estamos no mundo, mas não somos deste mundo. Não podemos nos moldar pelos seus padrões. Por isso, a minha oração e para que assim como os animais que pastam e ficam ruminando a grama, que possamos ruminar a palavra de Deus de dia e de noite (Salmo 1.2).

Em Cristo,

Zhé Lopes

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